
Construído no século XVII, por missionários carmelitas, é considerado o monumento mais importante de arquitetura religiosa em Angola, dada a qualidade e conservação da estrutura e decoração.
Tanto a igreja como o convento são rebocados e pintados de rosa. A fachada da igreja termina num frontão de empena triangular, decorado por brasão e com uma cruz na parte mais alta. Os cunhais da fachada são de cantaria e o portal, único, possui um frontão triangular e, sobre este, um nicho com a imagem de Nossa Senhora, ladeado por duas pequenas janelas quadradas.A nave única é de planta rectangular com capela-mor funda de planta quadrangular, tudo coberto por falsas abóbadas de canhão. Na capela mor se encontra um enorme retábulo de talha dourada decorado com o escudo da Ordem Carmelita no fecho das arquivoltas e com uma imagem de Nossa Senhora no trono.
A Igreja chama a atenção pelo tecto pintado com motivos fitomórficos e com painéis que representam santos.Outro aspecto importante da decoração é o conjunto de azulejos lisboetas do século XVIII, azuis e brancos, que cobrem grande parte das paredes internas e que representam aspectos da vida de Santa Teresa e São João da Cruz e alegorias sobre Nossa Senhora do Monte Carmelo.
Junto à capela-mor há uma lápide brasonada de Frei António do Espírito Santo, bispo da diocese de Luanda entre 1672 e 1674 e que pertencia à Ordem do Carmo.
Na mesma tumba foi sepultado Frei Francisco de Santo Tomás.
Do lado direito da igreja conventual foi construído o convento, do qual resta apenas o claustro de dois pisos.A fachada, muito simples, possui alguns vãos de perfil rectangular. Sobre a cobertura há uma torre sineira em forma de espaldar com três arcos de volta perfeita, cada um com um sino.
Alojamento
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