1 Quarto, 2 Adultos (Mudar)
Quarto,Quartos,Adulto,Adultos,Criança,Crianças

Aqui pode encontrar sugestões de Rent-a-Car por provincia.

Marque sua viagem mas antes escolha os locais a visitar.


Himbas (parte I)

Blog: O prazer de conhecer
Blog: O prazer de conhecer

O lado turístico

Este povo, tem características muito particulares que me despertaram a curiosidade e levaram a pesquisar na net de forma a melhor poder conhecer e apreciar a sua beleza e cultura.
Na viagem ao Ruacaná tive a oportunidade de poder fotografar numa aldeia local, algumas mulheres Himbas que por ali circulavam à procura de turistas para poder receber algum dinheiro em troca de fotografias, daí este artigo se chamar Himbas – O lado turístico.

Esta é uma primeira abordagem fotográfica ao povo Himba e, por isso mesmo, ainda muito limitada.
Ficou combinado para mais tarde, ainda sem data marcada, um contacto com o administrador de uma das aldeias Himba próxima de Ruacaná, com o objectivo de realizar uma visita posterior à comunidade. A intenção será fotografar os Himbas no seu próprio meio e, sobretudo, conhecer melhor a sua forma de vida, os seus hábitos e a sua cultura.

Um povo entre Angola e a Namíbia

Para já, e de forma resumida, partilho, com a devida vénia, alguns excertos de textos que fui encontrando sobre este povo de características tão singulares.

Os Himbas são um grupo étnico de tradição pastoril que habita sobretudo o norte da Namíbia e áreas do sul de Angola, particularmente junto à região do rio Cunene. Falam Otjihimba, uma variante da língua Herero.

Há vários séculos que vivem e se deslocam nesta região, atravessando territórios que actualmente pertencem a Angola e à Namíbia. Para comunidades tradicionalmente seminómadas, as fronteiras administrativas modernas nem sempre correspondem aos seus territórios culturais e familiares.

A pastorícia ocupa um lugar central na sua vida. A procura de água e de pastagens para o gado pode obrigar algumas famílias a percorrer grandes distâncias, especialmente nas regiões mais áridas.


O ocre e a identidade Himba

As mulheres Himba são particularmente conhecidas pela utilização do otjize, uma mistura tradicional feita à base de ocre e gordura, aplicada sobre a pele e o cabelo.

A mistura confere à pele uma característica tonalidade avermelhada e está profundamente associada aos padrões de beleza e à identidade cultural Himba. Para além do seu significado estético e simbólico, ajuda também a proteger a pele das condições ambientais adversas, como o sol, o vento e a poeira.

Os penteados e a forma como o cabelo é trabalhado têm igualmente um importante significado cultural, podendo transmitir informações relacionadas com a idade e a posição de cada pessoa dentro da comunidade.

O papel das mulheres na comunidade

 As mulheres Himba desempenham um papel fundamental na organização e na vida quotidiana das comunidades. São responsáveis por muitas das actividades domésticas, pela educação das crianças e por várias tarefas relacionadas com a manutenção da aldeia.
A ordenha das vacas é tradicionalmente uma das suas responsabilidades, assim como o transporte de água, a preparação dos alimentos e diversas tarefas de construção e manutenção das habitações.

São também hábeis artesãs. Colares, pulseiras, peças decorativas e outros objectos produzidos pelas comunidades podem constituir uma importante fonte complementar de rendimento. Em algumas regiões, sobretudo na Namíbia, é frequente a deslocação aos centros urbanos para comercializar estes produtos antes do regresso às aldeias.

Os cuidados pessoais fazem igualmente parte da rotina e das tradições, sendo a utilização do otjize uma das práticas mais conhecidas e visualmente características desta cultura.



O gado como riqueza e património

O gado bovino representa muito mais do que uma simples fonte de alimentação. É um elemento central da economia, da organização social e do património das famílias Himba.

O número de cabeças de gado está tradicionalmente associado à riqueza e ao estatuto da família, desempenhando também um papel importante em cerimónias e acontecimentos sociais.

A carne não faz necessariamente parte da alimentação quotidiana, podendo ser reservada para ocasiões especiais, cerimónias, casamentos ou funerais.

Também nos rituais funerários o gado pode assumir um forte significado simbólico, demonstrando a profunda ligação existente entre os animais, a família, os antepassados e a vida espiritual da comunidade.

Uma história ainda por continuar

Muitas outras curiosidades sobre este povo ficaram por contar.

Espero ainda ter oportunidade de visitar uma aldeia Himba e conhecer mais profundamente esta comunidade no seu próprio território. Será então possível trazer novas fotografias e mais informação sobre a sua religião, organização familiar, tradições, hábitos e cultura.

Esta primeira passagem por Ruacaná fica, assim, como uma introdução a uma realidade cultural fascinante do sul de Angola e da região transfronteiriça do Cunene.


Fotografias


Ruacaná, Março de 2016

Um artigo de: Blog Prazer de Conhecer

Hoteisangola.com | RESERVE ONLINE

+ Artigo do info noticias

Newsletter

Cancelar subscrição

Se você deseja parar de receber newsletters, escreva aqui o Código de Remoção mostrado na newsletter que você recebeu e clique em Cancelar subscrição.

Endereço de email inválido
 
Por favor, espere ...