O nome da província deve-se pelo facto de a mesma estar localizada a norte das margens do Rio Kwanza. Um rio único e inteiramente angolano que tem a sua nascente na região do planalto central de Angola, propriamente na província do Bié e vem desaguar no oceano atlântico.
É uma província bela, com um povo acolhedor e 17 belos munícipios onde estão distribuídos entre eles cerca de 659.097 habitantes.
História:
Localizada a cerca de 248 km a leste de Luanda, na região centro-norte do país, a província já foi capital-provisória de Angola na época colonial, e a sua capital está na cidade e município de Cazengo.
A região destaca-se pela sua forte produção agrícola, pelo seu potencial hídrico e pela preservação ambiental, referimo-nos especialmente a Reserva Florestal do Golungo Alto.
A província é habitada maioritariamente por populações de origem ambundu, cuja riqueza cultural se expressa através da língua kimbundu, da música, das danças tradicionais e dos costumes transmitidos de geração em geração.
A vida nas zonas rurais do Cuanza Norte está fortemente ligada ao calendário agrícola. As famílias organizam o seu quotidiano em função das épocas de preparação dos terrenos, plantio, manutenção do produto cultivado e colheita.
Deste modo, a agricultura no Cuanza Norte vai além da produção económica. O cultivo do café, da banana e dos citrinos constitui parte integrante da identidade das comunidades locais, moldando as relações sociais, os hábitos culturais e os modos de vida da população.
Curiosidade:
Durante as décadas de 1950 e 1960, as autoridades coloniais portuguesas estudaram a possibilidade de transferir a capital administrativa de Angola de Luanda para o interior do território, e havia várias razões para isso:
• Razões estratégicas e militares: Luanda, por estar na costa atlântica, era considerada mais vulnerável a ataques externos. • Descentralização administrativa: Procurava-se promover o desenvolvimento do interior do país, reduzindo a excessiva concentração política e económica em Luanda. • Questões climáticas e sanitárias: Algumas regiões do planalto central e do interior eram vistas pelos colonos como mais favoráveis à fixação populacional europeia. • Expansão das vias de comunicação: O crescimento das linhas férreas e das estradas tornava mais viável a instalação de centros administrativos fora do litoral.
Quantos dias?
Para melhor desfrutar da viagem, e se quiser visitar tudo, o aconselhável seriam 3 dias entre as viagens de uma ponto ao outro.
Apesar das suas inúmeras potencialidades, atualmente o setor turístico do Cuanza Norte enfrenta desafios relacionados com a promoção do destino, melhoria das infraestruturas, reforço da oferta hoteleira e criação de produtos turísticos estruturados. No entanto, estes obstáculos representam igualmente oportunidades de investimento e crescimento. Com planeamento estratégico, preservação ambiental e envolvimento das comunidades locais, o Cuanza Norte poderá transformar-se num dos principais polos turísticos de Angola.
E o que hoje é visto como um gigante adormecido poderá, num futuro próximo, despertar e revelar ao mundo toda a sua grandiosidade.
O que visitar:
O Cuanza Norte tem muitas infraestruturas históricas na Vila Sede de Massangano e são tidos como fortes elementos para a implementação do turismo permanente nesta região do país, confira conosco alguns dos pontos mais divulgados da província:
A maioria dos locais acima referenciados encontram-se devidamente cadastrados no Google Maps e basta colocar o nome que receberá as indicações corretas.
Ou se preferir, pode optar por questionar para as pessoas na rua que conseguirão lhe indicar visto que são pontos muito conhecidos.
Dependendo da vontade e das características de cada local, de modo geral são sítios bons para tirar fotos e fazer retratos, locais próprios para descansar e se reconectar com a natureza e com o mundo, ou mesmo se for alguém que gosta de história, pode observar as edificações pré-coloniais que perduram até aos dias de hoje.
O que comer:
A gastronomia do Cuanza Norte reflete a riqueza cultural dos povos Ambundu e a forte tradição agrícola da região.
Os pratos típicos são preparados principalmente à base de mandioca, milho, feijão, peixe de rio, óleo de palma (dendém) e folhas dos legumes consumidos na gastronomia angolana.
Deixamos esta sugestão de visita à bela província de Cuanza Norte, para que se deixe encantar pela beleza desta cidade. Visitar Cuanza Norte leva-o a perceber que muitos dos tesouros turísticos de Angola permanecem ocultos ou pouco explorados, aguardando apenas o olhar curioso dos viajantes para revelarem toda a sua magia.
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