A Fortaleza de Cambambe foi erguida por forças portuguesas em 1604, no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano pela via do rio Cuanza, o maior do país, assegurando a defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar) então fundado.
A ocupação da região das serras de Cambambe custou muito aos portugueses, em virtude da resistência oferecida pelos nativos à conquista estrangeira. Além de materializar a presença militar portuguesa, o presídio constituiu-se num activo entreposto de mercadorias e de escravos capturados na região, aguardando pelo seu transporte para o continente americano.
Actualmente encontra-se em ruínas, no entanto em 2016 foram realizadas obras de preservação e do património histórico, arqueológico e cultural, por parte do Ministério da Cultura.
Arquitetura militar, seiscentista, de planta quadrangular irregular, composta por baluartes poligonais dispostos nos vértices, rematados em merlões e canhoneiras, acedidos por rampas ou escadas no interior, e por cortinas retas. Apresenta os paramentos aprumados, baixos, com portal virado em arco abatido e remate sobrelevado e recortado, com lápide alusiva à construção e brasão de Portugal.
No interior, para além da igreja possui o edifício da feitoria, de planta retangular, fachadas de um piso contraforte nos cunhais, a principal rasgada por portal em arco, entre duas janelas. A fortaleza foi construída no contexto da penetração e conquista do interior do território angolano, ao longo do rio Cuanza, o maior do país, assegurando a defesa da feitoria construída no interior, entreposto comercial de mercadorias e escravos capturados na região, que ali aguardavam transporte para o continente americano.