Desde inicio do anos que o hoteisangola.com tem vindo a gravar experiências nos mais diversos pontos turísticos em Angola e desta vez fomos a um dos lugares mais incríveis de Angola: as Quedas de Calandula, em Malanje. Ficámos alojados na Pousada Duque de Bragança (Nosso parceiro), e foi através deles que seguimos com o Adão, nosso guia local.
A caminhada começou logo ali, a pé desde a pousada até à primeira margem, bem abaixo das quedas. O trilho estava limpo, em boas condições e o ambiente era de cortar a respiração, na trilha de descida a paisagem no horizonte era incrível. À medida que nos aproximávamos, o som da água ficava mais forte, o volume era tão grande que não demorou até estarmos completamente molhados. Mas a sensação era indiscritível; água, vento e natureza em estado bruto.
Paisagem fantástica
Depois atravessámos numa canoa de fibra para a margem oposta. Aqui o percurso mudou de tom — o grau de dificuldade subiu bastante especialmente a cerca de 100 metros da zona de impacto da água, o desafio foi real: muita lama, escorregadio, e quase sem local para apoiar as mãos. Até este ponto tinha estado com a GoPro e o telemóvel na mão, mas aí percebi que era hora de guardar tudo na mochila e concentrar-me em seguir o guia.
Houve zonas com inclinações acima dos 50%, onde cada passo exigia concentração, força, equilíbrio e um bocado de coragem para atingir um local incrivel. A lama era constante, os apoios quase inexistentes, e a adrenalina lá no topo.
Em ambas as margens a paisagem é incrivel, mas por ter chegado mesmo onde a agua cai, este momento foi incrivel. Sentir a agua cair-me em cima e constatarmos o poder da natureza foi uma sensação incrível.
E como não podia faltar numa boa aventura, ainda houve um momento para rir. Mesmo com calçado técnico, supostamente próprio para caminhadas, o desgaste foi tanto que as solas dos meus dois sapatos acabaram por se descolar completamente. Sim, fiquei literalmente com as solas na mão. Enquanto isso, o nosso guia, com as suas tradicionais galochas, seguia firme, sem escorregar, como se estivesse num passeio no bairro. O contraste foi digno de registo — e de umas boas gargalhadas.
Por fim, regressámos com a roupa enlameada, molhados e com aquela sensação de missão cumprida.
Calandula não se deve só ver,
Calandula deve viver-se,
Calandula deve sentir-se
De 17 a 19 de Junho de 2026, Luanda vai-se tornar na capital africana do investimento no turismo, ao acolher o Angola Investment Summit, anunciou o Ministério do Turismo.