Também conhecido historicamente como Palácio do Governo do Distrito, está localizado na Avenida 4 de Fevereiro (Edifício da Marginal), no centro do Sumbe.
É um dos mais importantes exemplares da arquitetura administrativa do período colonial em Angola, o imóvel foi concebido para albergar os serviços máximos da administração distrital portuguesa.
A cidade do Sumbe, denominada Novo Redondo durante a época colonial, consolidou-se como um importante centro administrativo da região centro-litoral angolana. Foi neste contexto que surgiu a necessidade de construir uma sede governativa que refletisse a autoridade do Estado colonial.
O edifício foi erguido entre as décadas de 1940 e 1950, período em que Portugal intensificou a construção de infraestruturas administrativas nas então províncias ultramarinas.
Após a independência de Angola, em 1975, o antigo Palácio do Governo do Distrito passou a servir como sede do Governo Provincial do Cuanza Sul, mantendo a sua função administrativa até aos dias atuais.
Ao longo dos anos, o edifício sofreu intervenções de conservação e reabilitação, procurando preservar a sua importância histórica e garantir a continuidade do seu uso institucional. Em anos recentes, o Governo Provincial manifestou a necessidade de avançar com obras de reabilitação mais profundas do palácio.
Arquitetura
Do ponto de vista arquitetónico, o edifício apresenta características típicas da arquitetura oficial portuguesa do período do Estado Novo.
O edifício é descrito como pertencente ao estilo neotradicional, seguindo o modelo neosolarengo, inspirado nas antigas casas senhoriais portuguesas dos séculos XVII e XVIII.
Este estilo procurava transmitir uma imagem de estabilidade, tradição e autoridade administrativa.
Mais do que uma simples sede governamental, o edifício constitui um importante testemunho da evolução urbana do Sumbe e da história político-administrativa do Cuanza Sul.
Atualmente, o Palácio do Governo Provincial continua a ser o centro das decisões administrativas do Cuanza Sul, acolhendo o gabinete do Governador Provincial e diversos serviços do executivo local.
Assim, o edifício assume uma dupla importância: funcional, enquanto sede do governo provincial, e histórica, enquanto património arquitetónico que atravessou diferentes períodos da história de Angola.