O Morro do Moco é o ponto mais alto de Angola, com uma altitude de 2.620 metros, situado na província do Huambo, entre os municípios de Ecunha e Londuimbali.
Geografia e Ecossistema
Esta montanha é parte do Planalto Central angolano e destaca-se pela sua proeminência topográfica de 1.510 metros.
As encostas deste morro são cobertas por florestas afromontanas, que fazem parte do mosaico de floresta e savana montanhosas de Angola.
Biodiversidade
O Morro do Moco é um local de grande importância para a conservação da avifauna angolana, abrigando cerca de 233 espécies de aves.
Entre elas, destacam-se espécies endêmicas e ameaçadas, como o Francolim-de-Swierstra (Pternistis swierstrai), o Papa-moscas-pardo (Dioptrornis brunneus) e o Beija-flor-de-Ludwig (Cinnyris ludovicensis).
Turismo e Acesso
Pela sua biodiversidade e vista privilegiada, se tornou num destino popular para caminhadas, observação de aves, rapel e parapente.
A subida até o cume pode ser realizada em aproximadamente 2,5 a 3 horas, partindo da aldeia de Kanjonde.
É importante obter permissão do soba local antes da escalada, pois o morro é considerado um local sagrado pela comunidade.
Conservação
Apesar de sua importância ecológica, o Morro do Môco enfrenta ameaças devido à coleta insustentável de madeira e queimadas descontroladas.
Atualmente, não possui status oficial de proteção, mas iniciativas como o Projeto Mount Moco trabalham para promover a conservação da área e educar a comunidade local sobre práticas sustentáveis.
Lenda:
‘’Reza a lenda que, um dia um homem de uma aldeia vizinha saiu para caçar.
Ao regressar a casa, reparou que se esquecera da sua faca no mato.
Pediu, então, a outros caçadores para o ajudarem a recuperar o seu utensílio, e partiram todos juntos.
A noite avançou sobre as montanhas cobertas de neblina, as horas passaram e passaram, passou a madrugada e a manhã, e os caçadores nunca mais voltaram.’’
Esse episódio virou mito e deu o nome à montanha, que passou a ser conhecida como o lugar onde se perderam os homens que procuravam “omoco” (faca em umbundu, a língua da região).