Uma visita à ilha dos amores, nas férias ou em fins de semana, sempre foi uma distração e um passatempo para os neolisboetas e forasteiros.
Situada a 40 kms a leste do Morro Moco, o ponto mais alto de Angola, e a cerca de 45 kms a noroeste da cidade de Huambo, a ilha dos amores é um daqueles recantos da natureza que nos envolve de emoções, de admiração e, mesmo, de espanto.
As quedas de água que formam uma das principais atrações deste pedaço do paraíso ocorrem no rio Cuito, um dos muitos rios de Angola que contribui para a Bacia do Calaári, onde desaguam numa explosão de vida em pleno deserto.
A designação do atrativo de Ilha dos Amores esta ligada com a inauguração da ponte sobre o rio Kuito em Setembro do ano de 1933, quando um grupo de trabalhadores envolvidos na construção da referida ponte pretendeu localizar um lugar para realizarem um almoço de confraternização.
Após o almoço, esse local ficou marcado de várias perspectivas e assim este grupo de trabalhadores em concordância com o Soba Grande (na altura Soba Chipala), levaram esse o facto ao conhecimento do então Chefe do posto administrativo do Chipeio.
O lugar era especialmente dotado de pequenas infraestruturas que conferiam melhor conforto aos visitantes, como lugares de repouso e para refeição, dispondo de um percurso pedonal que alcançava os seus recantos mais interessantes, alguns mediados por pontes ou outros meios de acesso.
Após a independência, o lugar esteve muito tempo ao abandono, encontrando-se atualmente sob exploração privada, parecendo denotar desinteresse público por uma das jóias do património natural do Huambo.