Quedas do Ruacaná

Fotografia: Arquivo hoteisangola
Fotografia: Arquivo hoteisangola

As Quedas do Ruacaná são um conjunto de cataratas e rápidos formado pelo rio Cunene nas imediações da povoação de Ruacaná, na fronteira Angola-Namíbia. A queda principal tem 120 m de altura e cerca de 700 m de largura na época das chuvas.

O conjunto constitui uma das maiores quedas de água de África, em caudal e em largura. Imediatamente a montante foi construída a Barragem do Ruacaná, a qual em conjugação com a Barragem do Calueque, situada cerca de 40 km a montante, alimenta uma central hidroeléctrica construída pela República da África do Sul na década de 1970 e um sistema de adução de água que serve o norte da Namíbia.

Nas Quedas do Ruacaná, o Cunene dá um salto no vazio que o lança em direcção ao mar. Um conjunto de rápidos e pequenos declives deslizam montanha abaixo em Calueque, num espectáculo imperdível de sulcos de água. São, dizem as contas e as vistas, uma das maiores quedas de água de todo o continente africano..

Ruacaná é corruptela do nome de um soba local, produzido pelo linguajar ríspido dos alemães que andavam por estas terras, antes de haver Angola e Namíbia com hoje as conhecemos. Depois de ser ali colocado o marco um da fronteira angolana, o Cunene ganharia dimensão sulana.

As Quedas do Ruacaná seriam linha divisória. E desde logo, um dos lugares mais visitados da região. Este conjunto de rápidos e quedas de água alimentados pelo Cunene delimitam as planícies rochosas de Ombawé.

As águas agitam-se entre pedregulhos enormes, escarpas e gargantas que, lá no fundo, afunilam o Cunene nos últimos quilómetros antes de entregar-se ao Atlântico, na sua maravilhosa foz.

A dimensão é impressionante: quando a água vem com toda a força na época das chuvas, a queda alarga-se por uns 700 metros que caem a pique num precipício de 120 metros.

Fazem parte do catálogo das maiores quedas de África. Dizem que este lugar era ainda mais impressionante antes da construção de centrais hidroeléctricas que lhe regulam o caudal. E antes das cada vez mais frequentes secas que transformam as Quedas do Ruacaná em paisagem lunar atravessada por um Cunene em sufoco.

Mas é quando a água vem, em enxurrada, lá do alto dos 1840 metros onde o rio nasce (Boas Águas, no Huambo), que o Ruacaná vira Queda. Gotas grossas saem disparadas em todas as direcções, leves brisas envolvem as árvores que nascem nas escarpas do precipício. Raízes profundas, a vencer a força brutal do líquido em movimento gravítico. Jogue pelo seguro, e visita as Quedas na época das chuvas. Nessa altura, o espectáculo é ainda maior.



Fonte: redeangola




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