Cadeia do Missombo

Cadeia do Missombo

Antes do final de 2017, o edifício onde funcionava a cadeia de repressão colonial do Missombo, no Cuando Cubango, vai ser transformado em museu histórico-cultural de dimensão internacional, anunciou a directora provincial da Cultura, Carla Cativa.
Cativa realçou que apesar da situação económica que o país vive actualmente, as obras de reconstituição da cadeia de Missombo são em breve adjudicadas, preservando-se, assim, a sua estrutura arquitectónica, para que as gerações vindouras possam perceber como os seus ancestrais foram torturados pelos colonialistas portugueses. Com uma área de 239 metros quadrados, no recinto prevê-se ainda a construção de uma escola de artes e ofícios, postos médicos, quiosques, restaurantes, parques de estacionamento, anteatro, hospedaria e a criação de zo- nas turísticas. “A antiga cadeia do Missombo, outrora destinada a presos políticos, revela a intransigência e heroísmo do povo angolano e em particular do Cuando Cubango. Nesta senda, a infra-estrutura deve ser conserva- da para que sirva de exemplo vivo para as gerações vindouras”, defendeu.
O campo de repressão colonial do Missombo descreve as memórias de sofrimento vivido pelos valorosos guerrilheiros da luta de resistência colonial, com realce para alguns presos políticos do Processo 50, nomeadamente Imperial Francisco Santana, Salvador Sebastião,
Adjudicadas em breve as obras do estabelecimento prisional de Missombo Paiva Domingos da Silva, Manuel Pedro Pacavira, Virgílio Francisco Sotto Mayor, Afonso Dias da Silva, David Massango Machado (Minerva), Pedro José Van-Dúnem e outros que demonstraram a sua valentia em prol da independência nacional, alcançada a 11 de Novembro de 1975.
A cadeia do Missombo está localizada a 16 quilómetros da cidade de Menongue. A mesma funcionava como campo de repressão colonial. Foi construída pelo governo português em 1961, na altura com pau a pique e arame farpado. Lá estiveram sob cativeiro 500 prisioneiros oriundos do norte de Angola. Ontem, durante uma visita guiada à antiga cadeia de Missombo, João Mbuenga, antigo guerrilheiro do MPLA, recordou os momentos de amargura que os nacionalistas, alguns dos quais do Processo dos 50, ali viveram. Mbuenga enalteceu a coragem dos homens que, sem armas, pegaram em simples instrumentos agrícolas e lutaram contra o colonialismo português. Destacado na zona D, divisão Dona Ginga, chegada na altura pelo comandante N’Dinga Wa N’Dinga, João Mbuenga sublinhou que foi um dos homens que lutou para libertar os presos políticos que nos anos 60 estavam aprisionados nas cadeias do Missombo.
“Era difícil escapar das cadeias, porque havia guarnição por todos os lados, e o preso que tentasse fugir era mor- to de imediato, ao passo que os que resistiram não gozam de boa saúde, devido aos maus tratos e trabalhos forçados a que estiveram sujeitos”, lamentou.

Através do decreto executivo 62/18, de 20 de abril, o Ministério da Cultura aprovou a classificação como "Património Histórico-Cultural Nacional" da "Cadeia de Repressão Colonial do Missombo", localizada no município de Menongue, província do Cuando Cubango, no sul de Angola.
"Representa um dos mais importantes lugares da história do nosso país, ligado à luta de libertação e interdependência nacional", enfatiza a declaração, assinada pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.
Construída entre 1961 e 1962, aquela cadeia chegou a albergar 800 prisioneiros, entre os quais vários nacionalistas angolanos que participaram em ações contra o regime colonial português.


Publicado em Diario de Noticias | 30 de Abril 2018 | Lusa


Publicado em Jornal de Angola | 4 de Fevereiro 2016  | Lourenço Bule



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