As águas termais de Chitokota, situadas na localidade de Chilesso, município do Andulo, província do Bié, têm sido uma alternativa para o tratamento de doenças que afectam a pele, sobretudo a sarna.
O lugar foi descoberto por um caçador, que seguia as pegadas de animais ao longo de uma montanha perto dali, e deparou-se com o local, que brotava água quente e com produto esbranquiçado, parecido ao sal.
Segundo a tradição oral e os relatos históricos transmitidos pelas comunidades do Chilesso, o que despertou a atenção para o poder medicinal das águas foi a cura de feridas abertas e graves infeções de pele (incluindo o que mais tarde se identificou como sarna e sarna crostosa) das quais padecia o caçador na época.
E então, o local tornou-se numa das principais potencialidades turísticas do município do Andulo, que recebe até hoje centenas de pessoas vindas de certas províncias de Angola, à procura de tratamento para enfermidades da pele e até mesmo o o reumatismo.
Segundo também os historiadores da região, o doutor Walter Strangway, que hoje dá nome ao maior hospital da província do Bié, recomendava aos doentes com certas patologias de pele a tomarem banho no local.
Desde então, foram muitas declarações de pessoas que se serviram da água, para encontrarem a cura.
O Segredo Científico da "Cura"
Embora na época tenha sido visto como um milagre ou um fenómeno puramente místico, hoje a ciência explica a cura devido às propriedades da água:
Riqueza em Enxofre: O produto esbranquiçado que o caçador viu é composto por minerais sulfurosos. O enxofre é um poderoso antibacteriano e antifúngico natural, ideal para tratar problemas dermatológicos.
Temperatura Elevada: A água brota a mais de 50 graus Celsius.
E o calor ajuda a dilatar os poros, facilitando a absorção dos minerais pela pele e aliviando dores musculares e reumáticas.
O Andulo acolheu o acto provincial do Dia Mundial do Turismo em Setembro de 2021, e uma das atracções foi a visita efectuada a este local, por membros do governo, sociedade civil e convidados, que se mostraram encantados com o recinto.
Desde 1892 até a data, o recinto é tutelado por missionários evangélicos.