VAMOS VALORIZAR O GUIA DE TURISMO LOCAL!

VAMOS VALORIZAR O GUIA DE TURISMO LOCAL!

A 10 de Maio, os países da América Latina celebram o Dia do Guia de Turismo, por cá, costumamos celebrar a 21 de Fevereiro. Porém, este ano, a data passou-nos despercebidos. Mas não é grave, decidimos escrever este pequeno artigo sobre o tema pois, a nível do sector, é de extrema relevância a sector Turístico Nacional e crescimento do turismo sustentável. Tal como a história do ovo e da galinha, por cá, ainda existe a dúvida, sobre qual é a melhor expressão “guia turístico ou guia de turismo”.

 

Guia turístico - Trata-se de uma ferramenta (livro, folheto, software digital, etc) na qual é possível encontrar informação relacionada com o destino escolhido.

 

Guia de Turismo - é o profissional que trabalha acompanhando grupos de pessoas durante excursões, passeios e viagens nacionais ou internacionais. Sua função é apoiar os viajantes ou visitantes, orientando e apresentando locais e pontos turísticos. Também dão apoio na logística da viagem, apoiando durante o embarque e desembarque, na criação do roteiro a cumprir e informando durante as atividades envolvidas.

O Guia de Turismo (Pessoa) é uma das profissões que em Angola ainda não é muito valorizada no entanto, se falarmos de turismo sustentável esta é uma das profissões que devemos valorizar se não vejamos:

 

O guia de turismo é pessoa que faz a interligação entre o ponto turístico, roteiro e o cliente, desta forma podemos dizer que o verdadeiro guia de turismo é o que trabalha junto das comunidades para estudar os circuitos que vão estar disponíveis ao mercado de turismo.

 

Podemos dizer que um guia pode ter caris local, regional, nacional ou especializado, e é dessa forma que desempenhada a sua atividade mais ou menos distante de muitas comunidades, no entanto, mesmo guia regional ou nacional terá sempre a necessidade do trabalhar com guias locais.

É neste ponto o que vamos analisar é importância dos guias locais no desenvolvimento do turismo sustentável, pois, em nossa opinião sem acompanhamento local não é possível pensarmos em turismo sustentável.

O turismo pode ser realmente sustentável e para isso tem de ter o mecanismo “ganha, ganha”, sim tem de ser “ganha, ganha”, pois todos os intervenientes econômicos tem de ganhar algo; seja conhecimento ou experiências (no caso do turista) seja monetariamente no caso das comunidades locais, guias de turismo, serviço de transporte, agências de viagem, unidades hoteleiras, companhias aéreas, etc

 

Se em todos os agentes económicos é fácil verificar como se ganha, vamos incidir nossa atenção nas comunidades locais e no serviço de guia de turismo.

 

Então como o guia do turismo ajuda as comunidades locais a ganhar neste circuito do turismo? Definição do circuito a fazer pelo turista - Em muitos casos o guia tenta sempre adaptar o seu roteiro a comunidade local e para isso existem algumas técnicas para o fazer:

    • paragem técnica num bar ou esplanada para uma água
    • Paragem numa pequena praça de artesanato de forma a que a população local tenha oportunidade de vender peças de artesanato (muitas vezes existem utensílios locais feitos nas comunidades que podem ser convertidos em artesanato)
      • Frutas, legumes, peixe seco e outros também são apreciados
    • As refeições também podem ser algo interessante pois refeições confeccionadas com os produtos da terra nas localidades também são vistas de forma positiva por muitos dos visitantes. (criação de estruturas comunitárias para receber os visitantes)

 

Por outro lado é também o guia que garante toda a segurança e operacionalidade do circuito pois localmente é quem tem conhecimento do estado das estradas, caminhos, picadas ou Circuitos pedestres por onde os visitantes irão passar, da mesma forma é o guia de turismo quem tem maior proximidade com essa autoridades locais (sobas, administrações comunais e municipais, policia, bombeiros, etc).

 

Então vejamos, se a actividade de guia de turismo é tão importante para fazer o link entre todos os operadores e as comunidades locais, porque não, valorizá-lo cada vez mais?

O guia de turismo tem tido alguma dificuldade em exercer a sua atividade em Angola, pois muitas vezes, antes da era do covid-19 todos queriam fazer tudo e muitos pensam que atividade de guia é ir sentado numa viatura com o visitante e dizer esquerda, direita ou em frente, mas, a atividade da guia não é só isso já que o guia de turismo estuda todo o local, sabe o nome das principais árvores e animais, o que vai encontrar, sabe a história, as tradições locais e ao fim eu acabo é o guia que consegue passar para o visitante todo o reflexo da cultura e da identidade de um povo como o Angolano que muito tem para ser contado.

 

O guia de turismo é então uma das peças fundamentais, para que, o setor do turismo (turismo sustentável) venha a crescer em Angola. É preciso criar planos de apoio ao desenvolvimento dos circuitos locais, identificação e formação dos guias, pois o guia só consegue ser guia e guia profissional se tiver atividade.

 

Tem de ser criado o circuito de informação fundamental para o setor do turismo sustentável, apoiando os guias e garantindo que a informação com o reflexo do que pode visto e experimentado em determinada localidade chega às agências de viagem e operadores turísticos.

 

Garantindo o fluxo da informação estamos aumentar é probabilidade de um potencial turista visitar determinada zona, estamos aumentar é probabilidade de aumento do investimento local e também a atrair potenciais investidores internacionais.

 

Por um turismo após COVID-19 efetivo e sustentável vamos olhar e valorizar a atividade do guia do turismo, peça fundamental no puzzle do desenvolvimento turístico local e regional.

Um artigo de opinião de Jorge Nunes (hoteisangola.com) - Publicado em: 

O PAÍS Terça-feira, 12 de Maio de 2020




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