País tem perto de 200 Palancas Negras Gigante

País tem perto de 200 Palancas Negras Gigante

Luanda - O secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Manuel, disse hoje (quinta-feira), em Luanda, que se estima existirem no país cerca de 200 Palancas Negras Gigantes, mas ainda ameaçadas devido a caça furtiva.

O responsável, que falava no workshop de balanço das actividades do Programa de Conservação da Palanca Negra Gigante realizadas em 2018, referiu que não se tem um número exacto, mas estima-se que há uma população a volta de 200 animais no Parque Nacional de Cangandala e na Reserva Integral do Luando, na província de Malanje.

Acrescentou que a espécie está ameaçada porque o número que se tem hoje indica que o pico da parabólica não está no meio, mas a descer.

 Actualmente o crescimento está na ordem dos dez por cento, enquanto o ideal seria 70 por cento para que caso haja alguma catástrofe na zona se possa ter exemplares suficientes para a sua sobrevivência.

Joaquim Manuel disse que a caça furtiva continua, tanto a comercial como a de sobrevivência e, não há capacidade de cobrir as áreas a cem por cento com fiscais, porque a nível do país existem apenas mil e seiscentos e precisariam de oito mil para colmatar a situação.

Referiu que a caça é mais efectiva na Reserva Integral do Luando em relação ao parque Nacional de Cangandala por serem áreas bastantes vastas onde há falta de fiscais.

Salientou que se pode reduzir pela metade o efectivo de fiscais com a inserção de novas tecnologias de controlo, como drones que ajudam na detenção de caçadores.

Acrescentou que falar da Palanca é falar de um símbolo nacional e é de grande relevância para o sector do ambiente e seus parceiros nacionais e internacionais, daí a existência de um plano de gestão para os próximos cinco anos que vai permitir a realização do ecoturismo na zona para angariar fundos que poderão ajudar na conservação da localidade.

“Queremos levar o turismo nestas zonas no sentido de levar educação ambiental e dar a conhecer o significado da espécie para conseguir fundos para conservação e inserir as comunidades das redondezas que hoje se sentem marginalizadas na própria conservação, através da sua inserção nas actividades de ecoturismo”, salientou.

O encontro é uma realização da Fundação Kissama em parceria com o Ministério do Ambiente e decorreu à luz do Despacho Presidencial n.º 2/18 de 4 de Janeiro, diploma que cria o Comité Executivo para o acompanhamento e reforço da implementação das medidas de protecção e conservação da Palanca Negra Gigante.

O Comité Executivo de Reforço de Implantação e Conservação da Palanca Negra Gigante, criado em Dezembro de 2018 pelo Presidente da República, João Lourenço, tem trabalhado para garantir o acompanhamento e informação da vida do animal, desde o número desta espécie e a sua capacidade de reprodução anual.

Sob coordenação do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, integram o comité os ministros do Ambiente, da Defesa Nacional, da Hotelaria e Turismo e do  Interior.

Fonte: ANGOP



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