Onde a natureza está intacta e o Zebru Pulu é a mascote

Zebru Pulu, um animal raro, resultante do cruzamento entre um burro e uma zebra © Fotografia por: Edições Novembro
Zebru Pulu, um animal raro, resultante do cruzamento entre um burro e uma zebra © Fotografia por: Edições Novembro

Um dos gestores do Pululukwa Resort, Luís Coelho, que apresentou ao Jornal de Angola o novo animal selvagem adotado como a mascote do empreendimento turístico, afirmou que especialistas da vida animal já tiveram contacto com o Zebru Pulu para estudos científicos.

Os turistas que preferirem o resort, explicou, além do novo animal selvagem têm também à disposição dezenas de zebras, jacarés, jiboias, olongos, capotas, avestruzes, macacos, entre outros animais que encontraram no complexo turístico um habitat cómodo para viver e se reproduzir.
Luís Coelho referiu que os dois pacotes especiais criados para o Dia da Família e a Passagem de Ano, entre outros atrativos, prescrevem também uma visita guiada a vários pontos do matagal que confina com as águas do rio Caculuvar e às nascentes que tornam o recinto mais verde e selvagem.

Quem visitar aquele que é um dos mais atraentes complexos turísticos da cidade do Lubango, mais concretamente no bairro da Mapunda, com certeza que vai sentir-se como se estivesse em casa, a julgar pelo magnífico acolhimento e conforto disponível. No lugar as infraestruturas modernas e típicas casam com a natureza.
Os factos, para espanto dos apreciadores da miscelânea sociocultural e natural, começam com o nome Pululukwa, que na língua nativa Nhyaneka-Nkhumbi quer dizer descansa. Aliás, depois do stress do dia-a-dia e de todo o ano nada melhor que um bom e verdadeiro repouso num local onde o chilrear dos pássaros e o aroma das flores servem de companhia.

O descanso é aconchegante e perfeito por ser moldado com momentos ímpares e inesquecíveis. O deslizar da Serra da Chela e a cortina de parte da cidade arrastam, ligeiramente, fios de água que brotam do monte e escorrem até ao espaço do complexo formando pequenos lagos.

Espaço apetecível

Para desfrutar plenamente da beleza do recinto urge estar preparado para se confrontar com o belo e o medo. Medo do matagal, que dá a sensação de, a qualquer momento, sermos surpreendidos por um bicho qualquer. Mas o som produzido pelos pássaros e o perfume suave das plantas propiciam a paz de espírito a qualquer ser atormentado, por exemplo, pela pandemia da Covid-19 que atrasa a desaparecer.

Os mentores do complexo foram capazes de desafiar o terreno desnivelado e montanhoso para erguer as infraestruturas que albergam a Recepção, o restaurante, o wine bar, a logística e as áreas de estar e relaxe.
O empreendimento pertence ao grupo empresarial COSAL, que, numa área de 200 hectares, além de outras estruturas, instalou duas aldeias e um kimbo. As casas da aldeia Santana Village fundem as tradições madeirenses e africanas. São casas de dois tipos. Um com uma área comum de maior dimensão, equipado com uma pequena cozinha e um piso superior; o outro tipo de casas é mais simples, adaptado ao conceito de Pululukwa (descansar). A aldeia está  dotada de pequenas hortas onde cada morador ou hóspede pode cultivar os produtos que quiser.

A outra aldeia é a Zulu Umuzi, concebida de acordo com o estilo tradicional dos Zulu das terras de Nelson Mandela. Constituída por 31 alojamentos, a aldeia foi projetada entre as pedras e as pequenas árvores, com algum isolamento familiar capaz de propiciar a maior inspiração para, por exemplo, a "construção de obras literárias” ou a preparação de defesa de teses académicas.
Já o Kimbo Muhole é um aldeamento fechado de 20 casas agrupadas de acordo com os patrões tradicionais da região. As aldeias e o kimbo figuram como o modelo mais perfeito encontrado pelos mentores para a criação de hospedarias que levam os usuários a considerar que estão em sua própria casa.

Material local

O responsável do empreendimento, Luís Coelho, explicou que o complexo turístico Pululukwa surgiu numa fazenda antiga dos madeirenses, os primeiros colonos que povoaram o planalto da Huíla, provenientes de Portugal, da zona da Madeira. Tudo foi feito para se construir a nave central, as aldeias e os kimbos sem a necessidade de tocar na vegetação natural. Os técnicos envolveram o mosaico paisagístico na edificação do empreendimento.

Segundo Luís Coelho, o complexo Pululukwa é um empreendimento em evolução, com imagem de média e alta classe, à semelhança do que se verifica na África do Sul. "Caprichamos para dar a melhor comodidade aos turistas e levá-los a uma zona onde o moderno se cruza com a natureza”.

Estão disponíveis a volta de 61 quartos repartidos nos bangalôs das aldeias e kimbos. Há ainda uma residência, uma nave composta por área de Recepção, biblioteca, restaurante com capacidade para 150 pessoas e quatro parques de estacionamento de viaturas.
O empresário reiterou que a preocupação principal da implantação do projecto incidiu na construção das duas aldeias, um kimbo e da nave central sem tocar em nada pertencente à natureza. "O ideal consistiu em envolver o que de precioso existe nestas paisagens, onde a abundância e a diversidade de animais selvagens figuram como uma das atracões”, disse.

O arruamento do interior do complexo possui uma distância superior a dois quilómetros e foi feito com cubos de granito negro e cinzento, rocha ornamental que existe em abundância na região Sul. Aliás, não é por acaso que no quadro das obras integradas da cidade do Lubango foram implantadas nalgumas avenidas e passeios a mesma rocha, oferecendo um cenário belo e atraente.
O destino turístico tem ainda caminhos de solo de cimento que fazem muitos mais quilómetros. As pontes aéreas, feitas de madeira, com uma distância de mil e 800 metros, facilitam a circulação dos visitantes. Os usuários se sentem maravilhados pelo facto de cada trajecto despertar a curiosidade de experimentar novamente.

Durante o percurso a pé no complexo turístico Pululúkwa Resort o cansaço, entre outras mordomias, é vencido com o degustar de mirangolos, um fruto selvagem que nesta época do ano abunda no recinto.
Asseguram o funcionamento do espaço 50 pessoas, número que pode aumentar tão logo a pandemia desapareça.

Os visitantes com dificuldade de locomoção não precisam se apoquentar. No recinto, existem carrinhos que facilitam a movimentação. Os mentores do projecto perspetivaram, também, a construção de um campo de golfe, além de já existir um recinto para a prática de basquetebol, andebol, futebol salão, ténis e outras modalidades desportivas.


Fonte: 


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