Namibe considerado dos melhores lugares para estudo de fósseis

Namibe considerado dos melhores lugares para estudo de fósseis

Moçâmedes - A província do Namibe foi considerada hoje, sexta-feira, pelo paleontólogo português, Octávio Mateus, como sendo um dos melhores sítios do mundo para a realizar estudos de fósseis de mosassauros, dinossauros e outros animais extintos há mais de 66 milhões de anos.

Em declarações à Angop, na cidade de Moçâmedes, o paleontólogo da Universidade de Nova Lisboa, Portugal, que está na província do Namibe com 10 outros cientistas internacionais para pesquisa sobre a existência de fósseis de répteis marinhos e dinossauros, sublinhou que a região é uma das melhores do mundo para esse tipo de estudo.

Apontou a comuna do Bentiaba, no município de Moçâmedes, como o mais fértil para esse estudo científico. De acordo com o especialista, a província do Namibe possui potencial fabuloso para investigação científica, com muitas novidades para conhecer e explorar, diferentes de outros achados no resto do planeta.

A província do Namibe, acrescentou, ajuda a compreender melhor a arquitectónica placa de abertura do Atlântico Sul e o afastamento de África com a América do Sul. Referiu que a descoberta de fósseis destes animais nos últimos anos na província do Namibe permitiu ao seu grupo de especialistas apresentar uma exposição numa feira denominada “Angolatitan”, nos Estados Unidos da América (EUA), ossadas de animais que habitaram a terra há milhões de ano.

A exposição, ressaltou, foi já apreciada por três milhões de visitantes entre cidadãos americanos e de outros países que têm conhecido um pouco mais sobre o património histórico de alta  qualidade da província do Namibe, em particular, e de Angola, no geral.

Explicou que o grupo de especialista está a efectuar estudos denominados “PaleoAngola”, um programa científico que visa promover a paleontologia no país, por meio de trabalho de descoberta, recolha, preparação e estudos de preservação de fósseis de animais que habitaram a região a milhões de anos. Informou que o grupo de cientistas deste projecto têm beneficiado da colaboração de estudantes da Universidade Agostinho Neto (UAN) e de outras instituições do ensino superior. "Alguns estudantes angolanos têm ido a Portugal fazer o mestrado de Paleontologia no sentido de estarem melhor preparados para continuarem com projectos do género ou outros programas de interesse angolano”, aventou.

Lembrou que descobriu o primeiro fóssil de o dinossauro em Angola no dia 25 de Maio de 2005, na província do Bengo, entre a barra do Dande e o Ambriz, tendo denominado a descoberta de "Angolatitan". Por sua vez, o vice-governador para área Técnica e Infra-estrutura da província do Namibe, José António, que recebeu a equipa de cientista, reconheceu ser um estudo de interesse para a região, por ajudar a promover o sector do turismo da circunscrição.

Fonte: Angop





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