Welwitschia Mirabilis

Welwitschia Mirabilis

Welwitschia é um género monotípico de plantas verdes gimnospérmicas cuja única espécie é a famosa Welwitschia mirabilis Hook.f., que só existe no deserto do Namibe em Angola. As Welwitschias são plantas gnetófitas da classe Gnetopsida, pertencentes à orde

Welwitschia é um género monotípico de plantas verdes gimnospérmicas cuja única espécie é a famosa Welwitschia mirabilis Hook.f., que só existe no deserto do Namibe em Angola. As Welwitschias são plantas gnetófitas da classe Gnetopsida, pertencentes à ordem Welwitsciales e família Welwitschiaceae.

É uma planta rasteira, formada por um caule lenhoso que não cresce, uma enorme raiz aprumada e duas folhas apenas, provenientes dos cotilédones da semente; as folhas, em forma de fita larga, continuam a crescer durante toda a vida da planta, uma vez que possuem meristemas basais. Com o tempo, as folhas podem atingir mais de dois metros de comprimento e tornam-se esfarrapadas nas extremidades. É difícil avaliar a idade que estas plantas atingem, mas pensa-se que possam viver mais de 1000 anos.

 

A Welwitschia mirabilis é uma planta dióica, ou seja, os cones masculinos e femininos nascem em plantas diferentes. Tradicionalmente, esta espécie foi classificada como uma gimnospérmica (juntamente com os pinheiros e plantas semelhantes), mas actualmente é classificada como uma gnetófita, uma divisão das plantas verdes que produzem sementes (espermatófitas).

É uma planta órfã em termos de parentes. Os mais próximos são os pinheiros. Tem características que parecem antagónicas, que não deveriam estar reunidas na mesma planta.

Apesar do clima em que vive, a Welwitschia consegue absorver a água do orvalho através das folhas. Esta espécie tem ainda uma característica fisiológica em comum com as crassuláceas (as plantas com folhas carnudas ou suculentas, como os cactos): o metabolismo ácido - durante o dia, as folhas mantêm os estomas fechados, para impedir a transpiração, mas à noite eles abrem-se, deixam entrar o dióxido de carbono necessário à fotossíntese e armazenam-no, na forma dos ácidos málico e isocítrico nos vacúolos das suas células; durante o dia, estes ácidos libertam o CO2 e convertem-no em glicose através das reacções conhecidas como ciclo de Calvin.

Devido às suas características únicas, incluindo o seu lento crescimento, a Welwitschia é considerada uma espécie ameaçada. No entanto, pensa-se que as plantas que vivem em Angola estão mais protegidas que as da Namíbia, devido às minas terrestres que protegem o seu habitat[carece de fontes].

A planta pode ser cultivada a partir de sementes, que têm de ser mantidas húmidas e expostas a calor e luz intensos durante as primeiras semanas. As sementes colhidas no campo estão normalmente contaminadas com esporos do fungo Aspergilus niger e normalmente apodrecem a seguir à germinação, mas as sementes do Jardim Botânico de Kirstenbosch, na Cidade do Cabo (África do Sul), ou de outras fontes de cultivo, estão normalmente livres daquele fungo.

Origem do nome
Foi o austríaco Frederich Welwitsch, que esteve Angola a serviço do governo português entre 1853 e 1861, o primeiro naturalista a dar conta daquela enorme planta, que emerge insolitamente do solo desértico com uma cabeleira de folhas largas, e que na verdade são apenas duas que se vão desfiando com o tempo. O botânico Joseph Hooker, que denominou a espécie em homenagem ao seu descobridor, dizia que era a planta mais extraordinária e mais feia que conhecia. Charles Darwin chamava-lhe “o ornitorrinco vegetal”.


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