BAÍA DAS PIPAS

Um artigo de: Ferraz Neto  em Jornal de Angola
Um artigo de: Ferraz Neto  em Jornal de Angola

O refúgio paradisíaco que revigora energias

A vários quilómetros da cidade de Moçâmedes, capital da província do Namibe, localiza-se a bela e calma Baía das Pipas, um local paradisíaco que atrai visitantes das mais diferentes partes do país e do estrangeiro. Vão retemperar energias nas maravilhosas e onduladas praias da região.

Moçâmedes detém vários encantos naturais, o que suscitou a nossa curiosidade em conhecer um dos principais pontos do roteiro turístico daquela urbe. A curiosidade levou-nos para uma das praias paradisíacas localizada a 26 km da capital da província. Partimos da capital por via terrestre, pela Estrada Nacional 280, que liga a capital da província do Namibe e a capital da província da Huíla (Lubango).
A primeira paragem foi na ponte sobre o rio Giraul de cima, que dista 12 quilómetros da sede do município Moçamedes. Trata-se de uma obra digna de realce, estrutura completamente pré-fabricada, com um total de 605,70 metros de comprimento, 8 de altura, duas faixas de rodagem e que liga as províncias do Namibe e da Huíla.


Percurso receoso e encantador

E a viagem continua. Depois de pararmos alguns minutos para fazermos fotografias, partimos em direcção à Baía das Pipas, para explorarmos as suas belas praias e conhecermos o dia-a-dia das suas gentes. Percorridos vários minutos de asfalto sem solavancos, fomos surpreendidos com a estrada de acesso a Cambongue.
Entramos na picada que sai à esquerda e que liga a Baía das Pipas, Mucuio e Pescaria Baba. Estrada íngreme e composta de pedras, onde a tarimba e os anos de condução metem a prova qualquer motorista. Daí aconselhar-se o uso de via- turas 4x4 nesse trajecto.
A recompensar os sola- vancos da estrada, somos maravilhados com uma vista natural de encantar qualquer visitante, as falésias. Segundo informações recolhidas no local e de académicos, a região é constituída por falésias mortas que nos fornecem pistas sobre a presença de actividade oceânica e mostram até onde o mar já avançou.
As imagens do local tor- nam a viagem menos penosa e mais encantadora e suscita dos turistas uma caminhada lenta com paragens frequen- tes para momentos de fotos. A viagem continua e decor- ridos aproximadamente 60 minutos de picada, verifica-se uma descida para a zona mais baixa do litoral.
Quando menos esperamos, vislumbra-se a pacata vila da Baía das Pipas, com as suas praias. Lugar perfeito para perder-se no deserto e no oceano que banha as costas do Namibe. Pequena, a vila era habitada, segundo dados estatísticos do ano 2015, por apenas quinhentos habitantes, na sua maioria pescadores.


Turismo deslumbrante com falta de impulso

A acalmia e a humildade dos povos tornam o local um dos principais destinos nos últimos anos de visitantes oriundos das regiões da Huíla, Benguela, Cunene e Luan- da e das vizinhas Repúblicas da Namíbia e África do Sul. Por vezes, até de Portugal e de Espanha.
Mar azul e límpido, terra com muitas histórias e uma beleza natural impressionante. Os vestígios da ocupação colonial e dos primeiros habitantes ainda são visíveis. Na Baia das Pipas vivem mais de quinhentos habitantes, na sua maioria pescadores, e possui escolas, postos de saúde, água canalizada e energia eléctrica.
Na referida área, encontram-se mais de vinte casas de praia e ainda uma hospedaria com mais de dez quartos, restaurantes, snacks bar, piscina e outras comodidades. Alguns turistas encantados com a realidade natural, afirmaram à nossa reportagem que este lugar é tão calmo que qualquer angolano ou estrangeiro gostaria de ficar mais tempo, algumas vezes, nos finais de semana.
João Carlos, turista, disse que é um sítio onde se podem encontrar todas as condições necessárias para qualquer visitante, desde que esteja preparado financeiramente. O silêncio é uma das notas dominantes da Baía das Pipas, onde apenas o som das ondas do mar excedem o ouvido humano.
Mas, a Baía das Pipas encarna vários aspectos históricos que despertaram o interesse de académicos nacionais e internacionais. Em 2012, a região foi alvo de um levantamento arqueológico denominado “Paleo – Angola”, cuja finalidade era a escavação e descoberta de fósseis de dinossauros e outros répteis que habitaram na região há muitos milénios.
Mas, nem tudo é maravilha para os habitantes da Baía das Pipas. Localizados a 26 km da capital da província, o turismo carece de impulso, pois algumas infra-estruturas criadas com investimento privado necessitam de apoios para o seu funcionamento pleno, a par das de outras regiões do país.
Hoje, o número de habitantes tende a crescer e nota-se uma mobilidade constante dos seus habitantes entre a cidade de Moçamedes e a vila da Baía da Pipas, em busca de melhores condições sociais.

Um artigo de: Ferraz Neto  em Jornal de Angola

Localização:

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Alojamento:

Namibe Hoteis na Zona



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