“FAM TRIP” CULTURAL À “KONGO DYA NTOTELA”.

Fotografia: Candido Carneiro
Fotografia: Candido Carneiro

Crónica de Viagem Por: Cândido Carneiro

PARTE I – Sobre a história, estórias e tradições do Reino do Kongo.


Sejam pois, bem-vindos a KONGO DYA NTOTELA, capital do antigo REINO DO KONGO, cidade fundada por NIMI ALUKENI, a qual, durante o período de ocupação colonial portuguesa se denominou de S. SALVADOR DO KONGO tendo, apôs a proclamação da independência, adoptado a denominação de MBANZA KONGO, com a qual Angola submeteu a candidatura da referida cidade para possível integração na Lista da UNESCO para Património Mundial.
Foi, atraídos por esta base com fundamentação eminentemente cultural e na expectativa de melhor conhecerem toda a história e estórias sobre a génese do antigo Reino do Kongo, - contada não só, por conceituados estudiosos da história do referido reino, de arqueólogos, mas também e sobretudo, por algumas das denominadas “Fontes”, consubstanciadas na versão do conhecimento transmitido pela via oral, de entre outros, pelos “Guardiões do Reino do Kongo” que integram a actual Corte da Aristocracia Real do Lumbu -, que cerca de meia centena de profissionais, “players” da Indústria do Turismo em Angola, representando as províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte e Uíge, integraram e participaram, nos pretéritos dias 20, 21 e 22 de Abril de 2017, numa excursão de cariz Cultural, a província angolana do Zaire, tendo naquela sido prestada particular atenção aos municípios do Nzeto (ex-Ambrizete) e de Mbanza Kongo.

O evento a que aludimos, tratou-se de uma primeira e bem sucedida iniciativa conjunta dos Departamentos Ministeriais da Hotelaria e Turismo e da Cultura, que se inscreve no âmbito do preceituado no Protocolo de Entendimento e de Cooperação celebrado pelos titulares de ambas as instituições, bem assim como enquadrado no desenvolvimento das acções constantes do Plano Operativo do Turismo (POT).
Para concretização plena dos objectivos a que se propuseram, os referidos Departamentos Ministeriais contaram com a parceria e a solidariedade institucional do Governo da Província do Zaire (GPZ), assim como, com o apoio e a prestimosa colaboração de agentes de viagens, operadores turísticos, agentes hoteleiros, representantes do Sector nas províncias supra-citadas, da media especializada, com particular destaque para a Valéria Tours (Agência de Viagens) e pela Trevogel Turismo Rural e Aventura (Operador Turístico), pelo empenho e contributo por estes emprestado no processo de concepção, organização e execução de toda a programação do referido evento turístico.
Os 50 participantes a "Fam Trip" à Mbanza Kongo, liderados pelo Dr. Afonso Vita, Director Nacional para as Actividades Turísticas do Ministério da Hotelaria e Turismo, acompanhado pelos Drs. Francisco Costa, Director Adjunto do Instituto Nacional para o Património Cultural do Ministério da Cultura e Flávio António, Director Nacional para a Formação Hoteleira e Turistica, foram recebidos na sede da Administração Municipal do Nzeto, onde foram prestadas as boas vindas, cabendo as honras da casa aos Srs. Alberto Sabino, Vice-Governador do Zaire para a área Económica, em representação do Governador Provincial e Jeremias Timóteo, Administrador Municipal do Nzeto.
Já na cidade de Kongo Dya Ntotela (Mbanza Kongo), os participantes foram acolhidos e saudados, de forma efusiva, no “Lumbu” (sala principal do Tribunal Tradicional local) em cerimônia com a observância do mais requintado dos rituais tradicionais, pelos Membros da Corte Real, Guardiões das Tradições do Reino do Kongo, liderados pelo Sr. Afonso Mendes, Coordenador do Núcleo das Autoridades Tradicionais do Lumbu.
A cerimónia estendeu-se por todo o periodo da manhã e parte da tarde da pretérita Sexta-feira, 21 de Abril de 2017 e teve o condão de transportar os ilustres visitantes a uma interessante viagem histórica que, remonta aos Séc. V, VII e XIII, que passou pelo LUMBU (sala do tribunal tradicional), SUNGILU (local de rituais fúnebres que serviam de lavagem e preparação dos corpos dos suberanos falecidos), YALA NKUWU (árvore secular – Cordia Abyssiniaca, R. BR. – debaixo da sombra da qual as autoridades tradicionais exerciam o poder tradicional. Neste mesmo local os reis recebiam as suas visitas, promulgavam leis e administravam a justiça), KULUMBIMBI (primeira Sé Catedral ao Sul do Sahara), CEMITÉRIO DOS REIS DO KONGO e o TÚMULO DA MAMA MPOLO (mãe do Rei Nevemba Nzinga, sepultada viva por desobediência as ordens superiores dimanados pela da corte real).
Durante os cerca de 3 dias e 2 noites de permanência na província nortenha do Zaire, o dinâmico, entusiasta e sempre interactivo grupo de excursionistas integrado por profissionais da nata da indústria do turismo angolano, para além das extraordinárias atracções históricas e culturais que constituem hoje o denominado Centro Histórico e Cultural da Cidade de Kongo Dya Ntotela (Mbanza Kongo), desfrutaram igualmente do grato privilégio de visitar algumas das unidades hoteleiras com obras em curso em Mbanza Kongo, com destaque para as AAA e tomaram conhecimento com a actual realidade das actividades em curso no Posto Fronteiriço do Luvo, (com a RDC o qual dista a 60 kms a nordeste de Mbanza Kongo), assim como com a imponência e beleza natural do recurso turístico “Tadi Dya Nzau Evua”, também conhecida por “Cavernas de Nzau Evua”, localizadas na Comuna do Kiende, aldeia de Nzau Evua, à cerca de 80 kms da sede municipal de Tomboco, na direcção Tomboco-Mbanza Kongo e a 60 kms da capital provincial, no sentido inverso.
Os excursionistas participaram, igualmente, em visitas guiadas no município do Nzeto por algumas das praias locais que poderão, seguramente, constituir atracões para a prática do turismo de sol e mar na região, a nova ponte sobre o rio Mbridge, de características proeminentemente “Bakongo”, (com nascente, percurso e estuário única e exclusivamente em território da província do Zaire), com aproximadamente 400 mts de cumprimento, assim como, com as obras de construção (retomadas apôs cerca de 10 desesperantes anos de completa e incompreensível paralisação) da projectada “via expressa” que, presumivelmente até Agosto de 2017, poderá vir a tornar possível a ligação rodoviária, com tapete asfáltico, entre os municípios do Nzeto e do Soyo, no litoral norte do país.
Contudo, foi com demasiada amargura e um incontido sentimento de revolta, por me sentir deveras insignificante e totalmente impotente para influenciar mudanças no status-quo consubstanciado nas atitudes e comportamentos incompreensíveis da governança deste nosso chão, que tomei conhecimento que caso se concretize a abertura da referida via rodoviária a livre circulação em Agosto próximo, fá-la-ão parcialmente amputada de algumas das suas faixas de rodagem inicialmente previstas no projecto aprovado, o que, do nosso ponto de vista, revela uma total incoerência técnica de quem lidera o processo de construção desta gigante e não menos importante obra de infra-estrutura rodoviária para o desenvolvimento do norte do pais, por um lado e, por outro lado, por “trungungo” e mero capricho daqueles que, sem olharem a meios para atingirem fins inconfessos e, como é óbvio, sem qualquer responsabilidade e preocupação para com as consequências de fôro técnico-financeiro no futuro próximo, (não bastaram os exemplos dos 10 anos de paralização a que a mesma esteve votada e da segunda factura que hoje todos os contribuintes estamos obrigados a pagar para uma mesma obra pública) pretendem tão somente retirar dividendos politico-eleitoralistas.
Com estas breves considerações, termino pois esta crónica de viagem, cujas opiniões aqui veiculadas não vinculam, de modo algum, a nenhum dos colegas de profissão que nos acompanharam neste interessante périplo por terras de Kongo Dya Ntotela, senão a minha própria pessoa, pelo que me despeço afirmando que considero terem sido atingidos na plenitude os objectivos propostos pelos promotores e organizadores do evento, aos quais reiteramos os nossos aplausos e felicitações pelo sucesso da iniciativa, bem assim como expressamos os nossos mais sinceros agradecimentos pela grata oportunidade que nos foi concedida de, de forma desinteressada, emprestarmos também o singelo e humilde contributo que esteve ao nosso alcance, para que se tornasse possível o sucesso de mais esta empreitada.
Auguramos que, com esta primeira experiência conjunta dos referidos Departamentos Ministeriais, novas iniciativas possam surgir a breve trecho envolvendo outros parceiros institucionais naturais, incentivando-se a participação massiva dos “players” do Sector interessados e das suas representativas Associações Profissionais e desta forma, todos juntos, viajando para fora cá dentro, partirmos mais vezes em busca dos testemunhos indeléveis sobre o desabrochar da nossa Angola Turística.
Bem Hajam!

PARTE II – Recepção dos excursionistas no Kulumbimbi e sentida homenagem póstuma aos soberanos do Reino do Kongo, no Cemitério dos Reis.


Sejam pois, bem-vindos a KONGO DYA NTOTELA, capital do antigo REINO DO KONGO, cidade fundada por NIMI ALUKENI, a qual, durante o período de ocupação colonial portuguesa se denominou de S. SALVADOR DO KONGO tendo, apôs a proclamação da independência, adoptado a denominação de MBANZA KONGO, com a qual Angola submeteu a candidatura da referida cidade para possível integração na Lista da UNESCO para Património Mundial.
Foi, atraídos por esta base com fundamentação eminentemente cultural e na expectativa de melhor conhecerem toda a história e estórias sobre a génese do antigo Reino do Kongo, - contada não só, por conceituados estudiosos da história do referido reino, de arqueólogos, mas também e sobretudo, por algumas das denominadas “Fontes”, consubstanciadas na versão do conhecimento transmitido pela via oral, de entre outros, pelos “Guardiões do Reino do Kongo” que integram a actual Corte da Aristocracia Real do Lumbu -, que cerca de meia centena de profissionais, “players” da Indústria do Turismo em Angola, representando as províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte e Uíge, integraram e participaram, nos pretéritos dias 20, 21 e 22 de Abril de 2017, numa excursão de cariz Cultural, a província angolana do Zaire, tendo naquela sido prestada particular atenção aos municípios do Nzeto (ex-Ambrizete) e de Mbanza Kongo.
O evento a que aludimos, tratou-se de uma primeira e bem sucedida iniciativa conjunta dos Departamentos Ministeriais da Hotelaria e Turismo e da Cultura, que se inscreve no âmbito do preceituado no Protocolo de Entendimento e de Cooperação celebrado pelos titulares de ambas as instituições, bem assim como enquadrado no desenvolvimento das acções constantes do Plano Operativo do Turismo (POT).
Para concretização plena dos objectivos a que se propuseram, os referidos Departamentos Ministeriais contaram com a parceria e a solidariedade institucional do Governo da Província do Zaire (GPZ), assim como, com o apoio e a prestimosa colaboração de agentes de viagens, operadores turísticos, agentes hoteleiros, representantes do Sector nas províncias supra-citadas, da media especializada, com particular destaque para a Valéria Tours (Agência de Viagens) e pela Trevogel Turismo Rural e Aventura (Operador Turístico), pelo empenho e contributo por estes emprestado no processo de concepção, organização e execução de toda a programação do referido evento turístico.
Os 50 participantes a "Fam Trip" à Mbanza Kongo, liderados pelo Dr. Afonso Vita, Director Nacional para as Actividades Turísticas do Ministério da Hotelaria e Turismo, acompanhado pelos Drs. Francisco Costa, Director Adjunto do Instituto Nacional para o Património Cultural do Ministério da Cultura e Flávio António, Director Nacional para a Formação Hoteleira e Turistica, foram recebidos na sede da Administração Municipal do Nzeto, onde foram prestadas as boas vindas, cabendo as honras da casa aos Srs. Alberto Sabino, Vice-Governador do Zaire para a área Económica, em representação do Governador Provincial e Jeremias Timóteo, Administrador Municipal do Nzeto.
Já na cidade de Kongo Dya Ntotela (Mbanza Kongo), os participantes foram acolhidos e saudados, de forma efusiva, no “Lumbu” (sala principal do Tribunal Tradicional local) em cerimônia com a observância do mais requintado dos rituais tradicionais, pelos Membros da Corte Real, Guardiões das Tradições do Reino do Kongo, liderados pelo Sr. Afonso Mendes, Coordenador do Núcleo das Autoridades Tradicionais do Lumbu.
A cerimónia estendeu-se por todo o periodo da manhã e parte da tarde da pretérita Sexta-feira, 21 de Abril de 2017 e teve o condão de transportar os ilustres visitantes a uma interessante viagem histórica que, remonta aos Séc. V, VII e XIII, que passou pelo LUMBU (sala do tribunal tradicional), SUNGILU (local de rituais fúnebres que serviam de lavagem e preparação dos corpos dos suberanos falecidos), YALA NKUWU (árvore secular – Cordia Abyssiniaca, R. BR. – debaixo da sombra da qual as autoridades tradicionais exerciam o poder tradicional. Neste mesmo local os reis recebiam as suas visitas, promulgavam leis e administravam a justiça), KULUMBIMBI (primeira Sé Catedral ao Sul do Sahara), CEMITÉRIO DOS REIS DO KONGO e o TÚMULO DA MAMA MPOLO (mãe do Rei Nevemba Nzinga, sepultada viva por desobediência as ordens superiores dimanados pela da corte real).
Durante os cerca de 3 dias e 2 noites de permanência na província nortenha do Zaire, o dinâmico, entusiasta e sempre interactivo grupo de excursionistas integrado por profissionais da nata da indústria do turismo angolano, para além das extraordinárias atracções históricas e culturais que constituem hoje o denominado Centro Histórico e Cultural da Cidade de Kongo Dya Ntotela (Mbanza Kongo), desfrutaram igualmente do grato privilégio de visitar algumas das unidades hoteleiras com obras em curso em Mbanza Kongo, com destaque para as AAA e tomaram conhecimento com a actual realidade das actividades em curso no Posto Fronteiriço do Luvo, (com a RDC o qual dista a 60 kms a nordeste de Mbanza Kongo), assim como com a imponência e beleza natural do recurso turístico “Tadi Dya Nzau Evua”, também conhecida por “Cavernas de Nzau Evua”, localizadas na Comuna do Kiende, aldeia de Nzau Evua, à cerca de 80 kms da sede municipal de Tomboco, na direcção Tomboco-Mbanza Kongo e a 60 kms da capital provincial, no sentido inverso.
Os excursionistas participaram, igualmente, em visitas guiadas no município do Nzeto por algumas das praias locais que poderão, seguramente, constituir atracões para a prática do turismo de sol e mar na região, a nova ponte sobre o rio Mbridge, de características proeminentemente “Bakongo”, (com nascente, percurso e estuário única e exclusivamente em território da província do Zaire), com aproximadamente 400 mts de cumprimento, assim como, com as obras de construção (retomadas apôs cerca de 10 desesperantes anos de completa e incompreensível paralisação) da projectada “via expressa” que, presumivelmente até Agosto de 2017, poderá vir a tornar possível a ligação rodoviária, com tapete asfáltico, entre os municípios do Nzeto e do Soyo, no litoral norte do país.
Contudo, foi com demasiada amargura e um incontido sentimento de revolta, por me sentir deveras insignificante e totalmente impotente para influenciar mudanças no status-quo consubstanciado nas atitudes e comportamentos incompreensíveis da governança deste nosso chão, que tomei conhecimento que caso se concretize a abertura da referida via rodoviária a livre circulação em Agosto próximo, fá-la-ão parcialmente amputada de algumas das suas faixas de rodagem inicialmente previstas no projecto aprovado, o que, do nosso ponto de vista, revela uma total incoerência técnica de quem lidera o processo de construção desta gigante e não menos importante obra de infra-estrutura rodoviária para o desenvolvimento do norte do pais, por um lado e, por outro lado, por “trungungo” e mero capricho daqueles que, sem olharem a meios para atingirem fins inconfessos e, como é óbvio, sem qualquer responsabilidade e preocupação para com as consequências de fôro técnico-financeiro no futuro próximo, (não bastaram os exemplos dos 10 anos de paralização a que a mesma esteve votada e da segunda factura que hoje todos os contribuintes estamos obrigados a pagar para uma mesma obra pública) pretendem tão somente retirar dividendos politico-eleitoralistas.

Com estas breves considerações, termino pois esta crónica de viagem, cujas opiniões aqui veiculadas não vinculam, de modo algum, a nenhum dos colegas de profissão que nos acompanharam neste interessante périplo por terras de Kongo Dya Ntotela, senão a minha própria pessoa, pelo que me despeço afirmando que considero terem sido atingidos na plenitude os objectivos propostos pelos promotores e organizadores do evento, aos quais reiteramos os nossos aplausos e felicitações pelo sucesso da iniciativa, bem assim como expressamos os nossos mais sinceros agradecimentos pela grata oportunidade que nos foi concedida de, de forma desinteressada, emprestarmos também o singelo e humilde contributo que esteve ao nosso alcance, para que se tornasse possível o sucesso de mais esta empreitada.
Auguramos que, com esta primeira experiência conjunta dos referidos Departamentos Ministeriais, novas iniciativas possam surgir a breve trecho envolvendo outros parceiros institucionais naturais, incentivando-se a participação massiva dos “players” do Sector interessados e das suas representativas Associações Profissionais e desta forma, todos juntos, viajando para fora cá dentro, partirmos mais vezes em busca dos testemunhos indeléveis sobre o desabrochar da nossa Angola Turística.
Bem Hajam!

Crónica de Viagem Por: Cândido Carneiro


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