1º Passeio Turistico à "POUSADA DO DUQUE DE BRAGANÇA"

Imagem: Candido Carneiro
Imagem: Candido Carneiro

A antiga "POUSADA DAS QUEDAS DO DUQUE DE BRAGANÇA", em Kalandula, ora em franca fase de conclusão da primeira etapa do árduo processo da sua reabilitação, constitui tão somente, a ponta do iceberg do que poderá vir a resultar no surgimento de um arrojado, audaz, interessante e bem “bolado” projecto de ecoturismo, de práctica de desportos multidisciplinares, de lazer e de integração agro-industrial que se espera sustentável, nesta altura, já em plena fase inicial do seu desenvolvimento, no município de Kalandula, província de Malange.

  

De acordo com as perspectivas dos seus promotores, quer-me parecer que se desenha ali, na Fazenda Kalandula, S.A., o surgimento do maior complexo integrado de ecoturismo, desportivo e agro-industrial, da região, somente superado pela grandiosidade e imponência dos projectos de produção de energia hidroeléctrica das centrais de Capanda e de Laúca, bem assim como, do megalómano projecto de produção de açúcar de cana, álcool e energia da Biocom, o qual, segundo a crítica especializada, se apresenta já como mais um previsível futuro “elefante branco” que, do ponto de vista técnico-económico, fora inoportuna e criminosamente, “parido” entre as localidades de Cacuso e de Pungo Andongo.
No pretérito fim de semana de 29 e 30 de Julho de 2017, parti para Malange na companhia de um punhado de turistas amantes da natureza, entusiasmados com a ideia da próxima abertura ao público da antiga Pousada das Quedas do Duque de Bragança, uma belíssima infra-estrutura de apoio ao turismo naquela região, muito particularmente, no município de Kalandula, o qual beneficia do privilégio de albergar em seu território um dos mais renomados ícones de entre todas as maravilhas naturais da nossa terra: as  “Quedas de Kalandula”.
O edifício da Pousada a que aludimos, ora em reabilitação e que, ainda até há cerca de 4 meses estava completamente transformada em escombros, vislumbrando-se inclusivé a eminência de uma irreparável e inevitável demolição, quiçá por implosão, edifício tal que constitui um dos melhores exemplos da arquitectura moderna que os portugueses deixaram em África, cuja demolição, se fosse concretizada, passaria a constituir, seguramente, um crime hediondo contra a civilização.
Felizmente tal infração não veio a acontecer, já que a maturidade e o bom senso de alguns humanos, perfeitamente identificados, assim não o permitiu e, graças a inteligência e o respeito pelo passado, que os mesmos professam, lançaram mãos à obra e os resultados já são por demais visíveis.
Dentro de mais algum tempo veremos numa segunda fase e outras subsequentes, aumentar a capacidade de alojamento, dos actuais 7 quartos do edifício principal, para 31 novos quartos com a construção de bungalows já projectados, bem assim como um bem acondicionado e apetrechado parque para actividades de campismo e de caravanismo;
Veremos, igualmente, surgirem verdejantes campos para a practica de golf (driving range), de futebol de onze e de áreas para actividades desportivas multiusos, na perspectiva da criação de um futuro Centro para Estágios desportivos de equipas nacionais e internacionais multidisciplinares;
Circuitos para a practica de desportos motorizados (Rali TT e Motocross), tiro ao arco e aos pratos, actividades hípicas, enfim, constam, igualmente dos projectos para o desenvolvimento das actividades de ecoturismo e desportivas na Fazenda Kalandula, S.A,;
Finalmente, uma vasta área de até 6.000 hectares de terras aráveis, está já sendo desmatada e preparada para a produção agrícola e pecuária, onde a atenção principal deverá estar virada para a plantação irrigada de largas extensões de milho, soja e mandioca, fundamentalmente destinados a produção de rações visando a alimentação de suínos (3.000 porcas parideiras para inicio de conversa) e, concomitantemente, a produção industrial e embalagem e acondicionamento de carne de porco, visando a satisfação do mercado interno e da venda para os mercados regional e internacional.
Tal e como já fiz referência em outras ocasiões, a Helena Baptista e o Francisco Faísca, são os “caras” que deram a cara a este sonho que, malembe-malembe (devagar devagarinho), começa a despontar para uma realidade que auguro insofismável e irreversível. Por isso mesmo, eles têm de mim, a única coisa que me sobra para lhes oferecer. Simples, humilde, mas verdadeira: a minha amizade e o meu apoio indefectível. FORÇA, CAMARADAS…!
Aos amigos que aceitaram o meu convite e fizeram questão de, uma vez mais, me emprestar sua simpática companhia no passado fim de semana, para juntos rumarmos até Kalandula e Pungo Andongo, antecedido de um substancial e gostoso matabicho (pequeno almoço) tipicamente angolano, na tchitaka “Hollywood & Quinda”, do meu parente e amigo Pakas Mendes de Carvalho, em pleno coração da, não menos conhecida, Vila de Catete, expresso os meus sinceros agradecimentos pela vossa gentileza e “prontidão combativa” enquanto verdadeiros “soldados” guardiões da natureza e do turismo em Angola.
Bem hajam!

Artigo de: Candido Carneiro

Galeria de fotografias por: Candido Carneiro


Viaje para fora cá dentro e regresse à casa municiado de mais e melhores conhecimentos sobre o desabrochar da nossa Angola turística.


Para info complementares, contacte: 

Contact
Fields with asterisk * are required.


Newsletter - Promotions and highlights in your email

Un-subscribe

If you want to stop receiving newsletters write here the Removal Code shown in newsletter you reveived by us and click Un-subscribe.

https://www.hoteisangola.com/inner.php/en/ajax
Please wait...
Invalid e-mail address