Comboio Mala – CFB

Blog: O prazer de conhecer
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Como passo todos os dias perto da estação do Lobito, pude verificar que um comboio antigo ali estava estacionado e curioso fui procurar saber.

Trata-se de um comboio antigo restaurado e que é usado quando solicitado por grupos para pequenos passeios turísticos entre Lobito e Benguela.

Não consegui saber datas nem informações precisas mas trata-se do conhecido comboio Mala dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB) que circulou regularmente no transporte de passageiros desde os anos 30 até aos anos 70 do século passado.

Deste comboio encontrei inúmeros relatos de pessoas que nele viajaram e não resisti a transcrever alguns deles.

O caminho de ferro de Benguela tem uma extensão de 1344 km e dá acesso à parte mais interior do país.

Para lá do Luau, encontra-se ligado aos sistemas ferroviários da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

Através da ligação à Zâmbia, é possível chegar à cidade de Beira, em Moçambique, e a Dar es Salaam, na Tanzânia, junto ao oceano Índico, encontrando-se ligada indirectamente ao sistema ferroviário da África do Sul.

Desta forma, o CFB faz parte de uma rede ferroviária transcontinental.

Naquele tempo para ir e vir à fronteira coma Zâmbia eram precisos 6 dias e 5 noites

Antes da visita aqui deixo algumas fotografias antigas que encontrei na net.


Agora para podermos apreciar ao vivo, ali estavam quatro carruagens que pude visitar e fotografar.

Abertas as portas, entrei e para minha surpresa encontrei o interior das carruagens como se tivesse feito uma viagem no tempo…

A primeira carruagem onde entrei, começa por ter uma pequena copa com fogão, depois seguem-se as casas de banho onde uma delas até banheira tem.

Nesta carruagem as cabinas têm cama e secretária de apoio, existindo por todas as carruagens um sistema de ventilação.

No topo da carruagem, uma sala de estar, com detalhes de muito requinte

Passamos para a carruagem seguinte

A próxima carruagem, a mais espectacular de todas, a carruagem restaurante, começando pela cozinha, dispensa, copa e finalmente a grandiosa sala do restaurante

Chegados ao final desta viagem no tempo, resta-me agradecer ao Sr, Carlos Gomes, PCA dos Caminhos de Ferro de Benguela, ao sr. Oscar, Chefe da Estação do Lobito e aos trabalhadores que me acompanharam na visita.


Lobito, Novembro 2015


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