A ministra, que falava durante uma audiência concedida ao embaixador de França em Angola, Sylvain Itté, no quadro do reforço da cooperação cultural entre os dois países, adiantou que se pretende que a infra-estrutura seja melhor aproveitada e colocada ao dispor do público.A infra-estrutura, com um piso e três salas de exposições, mantém a originalidade do material empregue, dando melhor qualidade na vida da estrutura.
O Palácio de Ferro é um edifício histórico de Luanda, que se crê ser da autoria de Gustave Eiffel.O edifício possuiu uma original decoração em filigrana metálica e tem um soberbo avarandado envolvente, sendo o melhor exemplar da arquitectura do ferro em Angola.
Maria da Piedade de Jesus afirmou que a intenção é transformar o Palácio de Ferro num espaço de interacção cultural, servindo ainda de atelier para a descoberta de novos valores da cultura angolana.
A governante considera que o edifício tem condições para se tornar numa “grande” referência da Cultura angolana, razão pela qual o pelouro está a trabalhar para a persecução deste desiderato de modo a garantir a sua vocação de espaço de artes e de cultura.
Por seu turno, o diplomata francês manifestou disponibilidade para apoiar o projecto, considerando ser um espaço que poderá igualmente ser aproveitado para as acções de divulgação da cultura francesa, angolana e francófona por parte da Aliance Française de Angola.
Durante a audiência, as duas entidades abordaram igualmente o apoio francês para o sítio histórico de Mbanza Kongo.A história do Palácio de Ferro está envolta em mistério, já que não existem registos da sua origem.
Acredita-se que a estrutura em ferro forjado tenha sido construída na década de 1880/90 em França, como pavilhão para uma exposição, e posteriormente desmontado e transportado de barco com destino provável ao Madagáscar
.Existe alguma especulação sob a forma como chegou a Angola. Segundo algumas fontes, o navio que o transportava acabou por ser desviado da sua rota pela Corrente de Benguela.
Outras fontes indicam que o mesmo acabou por ser desembarcado em Luanda e vendido em hasta pública, tendo sido arrematado pela Companhia Comercial de Angola que, de facto, adquiriu o Palácio de Ferro nos finais do século XIX, princípios do século XX.Durante o período colonial o edifício gozava de grande prestígio e foi usado como centro de arte.
Após a independência de Angola e a subsequente guerra civil angolana o palácio entrou em ruína.
Fonte: Angop