Uma estrada de Luanda a Benguela

Uma estrada de Luanda a Benguela

2 de fevereiro, domingo e hoje falamos de turismo,

Angola dentro de dois dias celebra mais um 4 de fevereiro, data ícone da sua história e isso gerou um final de semana prolongado


Final de semana esse que pela primeira vez nos últimos 4 anos, vemos uma província de Benguela novamente a ser movimentada, e a ser movimentada porquê?

Não significa que os hotéis, pensões e resorts tenham ficados vazios ou não tenham sido ocupados nos demais 4 de fevereiro!

O que significa é que começamos a ver novamente um fluxo e um frenesim de carros a entrar e a sair, e isto por sua vez só nos mostra quão importante é a via de acesso que liga Luanda ao sul de Angola.
Vemos hoje os parques de estacionamentos cheios, vemos as famílias a movimentarem-se, vemos crianças, jovens, adultos, pais, mães, avós, vemos todos a aproveitarem o que é as maravilhas de uma Restinga(Lobito), de uma Benguela ou de uma Baia Azul têm para oferecer.

Isto é só um reflexo do que o turismo poderia fazer, mas como eu costumo dizer: as vezes não existe vontade política, as vezes não existe a consciência do que é fundamental e do que são as bases para que exista o turismo”.

Durante muito tempo dissemos que não temos a estrada, mas temos os aviões, temos a Sonair, a TAAG, a Fly! Mas a que preços?

E o que faz com que Angola possa ser um destino turístico se nos olhamos para os preços das companhias aéreas e estão como estão. Verificava-se na altura (época da estrada má) que os aviões não eram suficientes para a operação destes dias e no entanto tínhamos mais uma companhia aérea, tínhamos mais a Sonair.

Neste ano tivemos pessoas que garantiram voos na TAAG uma semana antes da data de sua viagem e isto porque a TAAG deixa de ser referência. A TAAG como companhia aérea e pelos preços que pratica, deixa de ser uma referência e as pessoas pensou novamente em viajar para o sul de Angola de carro.

De Carro porque não vem só uma pessoa, não vem só um casal, vêm os casais, trazem os amigos, vêm os filhos, juntam se e todos juntos vêm aproveitar aquilo que acontece na região sul e numa região que durante muito tempo teve colocada como uma ilha, a sul de Luanda.


A estrada atrasou-se no seu tempo de execução e neste momento vimos verificar que pelo facto de ela estar em funcionamento completo, faz com que muitos voltem a Benguela e ao sul de Angola.

As pessoas querem conhecer, querem viajar, mas querem viajar com condições de mobilidade terrestre fundamentalmente porque no que diz respeito a mobilidade aérea notasse que esta não está estruturada, não tem condições e é cara.

A ausência de uma estrada condigna fez com que o sector do turismo e a economia da região sul em geral sofresse levando ao encerramento de várias empresas e perca de postos de trabalho. 

E neste momento no Sul de Angola com a estrada Luanda Benguela completa, pode dizer que “aqui sim, temos um reflexo” e é um reflexo muito positivo, pois além de aumentar o numero de visitantes também faz com que os visitantes tenham condições de se movimentar com suas viaturas pelas cidades gerando consumo e movimento.


Agora quando falamos da consciência política, falasse da consciência política porque podemos verificar que estamos em Benguela, uma cidade que por vezes não têm a consciência do que é preciso ter a sua “cara” limpa, ter a sua “cara” organizada, a sua “cara” lavada.

Lobito um dos principais destinos turísticos de Angola, Lobito que recentemente mudou de administrador e pensamos que poderá a vir mudar também de políticas. Porque o que era a Sala de Visitas de Angola, passou só e só a ser o Lobito. Vemos uma cidade onde lixo as vezes abunda, onde as estradas estão esburacadas onde a sarjeta estão tapadas, onde uma pequena chuva inunda a cidade e isto ira fazer com que mais uma vez passamos um mau exemplo que é a nossa cidade.

Muito Recentemente vimos o Presidente da República a circular pelas estradas do Sul, a circular na cidade de Benguela, Lobito e Lubango e com a sua família tentar mostrar que é possível fazer turismo em angola. 

No entanto aquilo que temos a dizer é que não é quando o senhor Presidente decide sair ou decide conhecer Angola de Forma Privada que estamos a mostrar o que é o turismo, porque para o Senhor Presidente as coisas são todas muito fáceis, circularmos de avião é fácil, circularmos de carro é fácil, até os buracos da rua são cheios de terra para que o Senhor Presidente não note um grande desnível e a profundidade do buraco onde está a passar, no entanto o senhor Presidente mostrou a todos que é possível vermos e mostrarmos ao mundo uma Angola diferente, uma Angola virada para o turismo mas a consciência dos governantes, a consciência de todos tem de ser alertada, porque estamos em Benguela e queremos ir ao Lubango e a estrada não está em condições.


Todos os meses ouvimos histórias que as pontes caiem, mas é de Benguela para o Lubango, do Lubango para o Huambo, do Lubango ao Cunene, do Lubango para o Namibe, etc...

E já não falando o que poderia ser de Benguela para o Namibe, pois esta estrada está esquecida no tempo e promessa atrás de promessa dos sucessivos ministros das infraestruturas, transportes, etc, e todos eles dizem “a estrada vai ser feita”. Só não sabemos quando porque uma estrada para Luanda que era para demorar um tempo relativamente curto, mediante a estrutura e a obra que estamos a falar, foi-se arrastando no tempo e só em 2020 é que as pessoas começam a ver e a sentir que a estrada está efetivamente em condições.


Isto não é uma crítica.
Isto é simplesmente um mostrar que se nós tivermos vias de comunicações em condições, se nos tivermos estradas para todas as principais cidades de Angola e estradas que liguem as províncias umas as outras de forma condigna, nos teremos mais turismo.

Pessoas nacionais e estrangeiras, todos a quererem viajar e a quererem conhecer as maravilhas deste país.

Por isso mais uma vez acabo por salientar de que turismo sem condições não é possível, turismo sem vias de comunicação não é possível, Turismo sem consciência daquilo que é fundamental não é possível.

Claro que poderíamos estar aqui falar de outro tipo de coisas não só das vias de comunicação, podíamos estar a falar da saúde, da educação, podíamos estar a falar de muito mais coisas que pode vir a ter influência direta no turismo. Mas o que se passa neste momento é que o facto de uma estrada estar disponível para que se possa fazer o circuito Luanda, Benguela faz com que toda uma província se movimente e o segundo principal centro hoteleiro de Angola mostre aquilo que tem para oferecer.


«Artigo de Opinião feito por Jorge Nunes»


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